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"Ela acreditava em anjos. E, porque acreditava, eles existiam". I'm her baby love. And she's my angel. Não há limite nem restrições, quando se trata de amor.



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Layout by Leandro Assis.

sábado, 17 de janeiro de 2009
A surpresa. (all night long)

Já tinha passado da meia noite, eu havia me atrasado e deixado alguns amigos esperando. Cheguei no lugar, falando no celular já nem me lembro mais com quem, enquanto a Lu tentava ligar para o Leonardo avisando que já estavamos por ali. Sem prestar muita atenção no que estava fazendo, passei meu cartão, cumprimentei os seguranças e entrei. O Leo já estava me esperando do lado de dentro, com a cara mais impaciente do mundo:
- Porra, to aqui louco pra dançar e beber e vocês demoram a vida toda pra chegar.
- Relaxa meu amor, já estamos aqui não estamos?
Subimos até o camarote que ficava ao lado direito da pista. O lugar era de fato bem interessante e estava relativamente cheio. Acabei encontrando mais alguns amigos e o Leo resolveu descer pra pedir uma bebida, fui junto. Encostei no balcão, do meu lado tinha uma morena, bem bonita por sinal. Mas estava de costas.
- Nat vai beber o quê? - ele perguntou.
- O de sempre, parece que não me conhece.
- Ok, para ela cuba libre.
- Tá aprendendo hein garoto.
- Cala a boca.

Ficamos ali rindo e conversando. Eu não estava prestando atenção na mulher ao meu lado, mas senti que ela tinha se virado para o balcão. Continuei na minha, até que sem me olhar ela fez deslizar um pequeno pedaço de papel até mim. Um pouco confusa, peguei o papel e abri "Eu to mais louca que o batman, mas te reconheço de longe!". Me lembro de ter ficado uns bons segundos sem reação alguma. Não sabia o que pensar nem o que fazer. Olhei para o Leo com uma cara ao mesmo tempo assustada e radiante. Dei o papel pra ele, que leu e arregalou os olhos dando logo depois uma boa gargalhada.
- Me dá uma caneta!
- Nat, quem traz caneta pra balada? Não tenho.
- Se vira, garoto, me arranja uma caneta, AGORA! Vê com o barman!
Por sorte o cara tinha uma caneta, como? Não sei, mas ele tinha. Fui escrever e o que acontece? A porcaria da caneta resolve não funcionar. QUE RAIVA! Peguei o papelzinho, pedi pro Leo guardar no bolso e respirei fundo. Senti ela se virar de novo em direção ao barman para pedir uma bebida.
- Ah merda, esqueci meu cartão lá em cima. - disse.
Dei a volta nela, e olhando pro barman, passei meu cartão e disse:
- Ela quer uma dose de tequila. - sorri e me virei - Oi mulher gato...
- Olá...- ela sorriu.

Te digo e repito que ela estava estonteante, clássica e elegante, em um lindo vestido preto, que fazia jus às suas curvas e sua sensualidade. Não sabia se eu continuava olhando pra ela, ou se tentava lembrar alguma palavra pra dizer, porque até então tinha esquecido até o meu português. Não dissemos nada. Nos olhávamos, e de minuto em minuto soltavamos uma risada abafada seguida de um "Ai meu Deus".
Era ela. Aquele olhar não me enganava, aquela boca que eu bem conhecia. E aquele jeitinho que eu poderia reconhecer a mil metros. Tive mais certeza ainda quando pude ouvir o som da sua voz.
- Adoro essa música, vem dançar comigo?
- Uma vez você me disse que dançava bem, agora quero só ver.
Fomos para a pista, e ao som de "Last Night", começamos a dançar. Eu na minha, ela na dela. Mas, simplesmente não conseguia tirar os olhos daquela que tinha o poder de me deixar sem ação. Fui chegando perto e ela me virou de costas. Pude sentir seu corpo junto ao meu, ela colocou a mão na minha perna. Não tinha quem não parasse e desse uma discreta olhadinha para nós. A música, a batida, as luzes, ela, tudo. Tudo era intenso demais. Senti que ela veio ao meu ouvido:
- Quanto tempo esperei pra sentir teu cheiro.
Me virei devagar, dando um beijo em teu pescoço.
- Eu também. - sorri - 212, masculino. Como imaginava.
Ela também sorriu. E ficamos bem perto, olhava dentro daqueles olhos azuis, que pareciam me atrair sem cerimônias. Poderia ficar olhando para eles o tempo que fosse.
- E quanto tempo esperei pra poder te olhar assim.
- E o que você faz, quando me olha assim?

Devagar, cheguei mais perto. Pude sentir tua respiração. E de leve mordi seu lábio, o puxando para mim. Senti teu cheiro, tua pele...e a beijei.
Eu paro por aqui para descrever aquele beijo. Primeiro porque é inexplicável como a gente se completou. Segundo, porque já estou ficando com calor aqui. Paramos, olhamos uma para outra:
- Foi como a gente imaginava?
- Foi bem melhor. - suspirei.
- Foi?
- Sim.
- Hm, não consegui perceber. Deixa eu conferir de novo, vem aqui. - ela disse rindo, e me puxou para ela.
Não sei te dizer quanto tempo fiquei ali, mas uma coisa é certa: Não queria sair dali tão cedo. Até que algo que estava com ela tocou. A pude ver lendo alguma coisa e olhando para mim com uma expressão contrariada.
- Tenho que subir.
- Ahn? Mas, por quê?